sábado, 4 de maio de 2013

BULLYING POLÍTICO: QUANDO NÃO SE É MAIS AMIGO DO REI

A política é feita de gente. 
Gente tem características boas e ruins e na política essas características se destilam, se essencializam, mostrando a nobreza e a pobreza da alma de seus agentes.
Pessoas acostumadas á viver penduradas nas largas ancas governamentais e que já não desfrutam mais dessas sombras e águas frescas, buscam, como quem busca o ar para respirar, voltar a fazer parte do ciclo de amizade daqueles que no poder estão.
O desespero une-se ao despreparo e o remédio do que nunca se remediará está, na limitada intelectualidade desses seres, em agredir, denegri, criticar e ameaçar, as "bolas da vez", com a vã intenção de se fazer notar.
São como os garotos fortões e anencéfalos do colégio que dizem: se não me der seu lanche eu vou te bater. 
É o bullying político. 
Vou bater até a "porta" abrir, se não abrir vou tentar arrombar, pois, essa é a minha natureza. 
Essas criaturas agem cientes de que são fracos e incompetentes, por isso jamais conseguiriam um lugar ao sol pela própria capacidade.
É daí que saem as ameaças, as mentiras, o xingamento, a agressão, a denúncia sem prova e as falsas "bandeiras de luta", tentando se passar por mártires da honestidade e micos-leões-dourados da ética, usando a boa fé do povo e manipulando conversas na busca de se conseguir o consenso que faz de uma mentira inteira uma meia-verdade.
Mas,na política existe uma categoria de pessoas ainda pior. São os papagaios de pirata. Aqueles amiguinhos que o cercam e aplaudem, riem de tudo que falam e ainda propagam as asneiras que saem de suas desdentadas bocas fétidas. São os que vêm nessas criaturas a voz da verdade e reletem, assim, sua profunda falta de personalidade e de opinião, contribuindo para a perpetuação dessa espécie. 
Mas, a vida é dura para quem pensa que é rapadura e estas criaturas esquecem-se, porém, que quem gosta de bater tem que saber apanhar.
Elos políticos construídos á força são frágeis, arrebentam-se com o primeiro sacolejar e a frustração e a revolta, que vem depois, mostram quão imbecis foram.

Texto publicado no Jornal Correio de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, página 2, edição 91 de 21 de Agosto de 2013.