segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SOMOS TODOS DEPENDENTES!

Meus amigos e minhas amigas, comemoramos no dia 7 mais um ano de "independência" do nosso país. Acredito que esse negócio de independência é relativo, como tudo em nossas vidas. 
O "xis da questão" é, será que realmente somos independentes? Será que existe independência?
Em minha modesta e relativa opinião, não. Não acredito que exista independência absoluta, nem quanto ao país, nem quanto ao cidadão ou mesmo enquanto ser humano. 
Se fizermos uma rápida reflexão sobre como seria um país realmente independente, poderíamos visualizar uma ilha onde de tudo se fabrica, onde nada falta, nem petróleo, nem máquinas, nem satélites ou alimentos. Um lugar onde não há fome, miséria, crime, desemprego, onde o dinheiro é farto e bem distribuído, em suma, um país perfeito. Ou seja, um país das maravilhas inexistente e totalmente dependente da nossa imaginação. 
Quanto a nós seres humanos, somos únicos, com digitais e DNA´s diferentes uns dos outros, mas sempre criados, formados e conformados a aceitar as regras de sobrevivência estabelecidas no decorrer da nossa evolução. Uma dessas regras, talvez a principal delas, é a habilidade inercial de termos que aprender a viver em comunidade. 
Temos que aprender a lidar com as diferentes opiniões e pontos de vista e principalmente, aceitarmos que podemos discordar completamente da opinião alheia, mas jamais devemos tentar cercear o direito alheio de opinar, como já dizia Voltaire.
A convivência em comunidade não precisa ser harmoniosa como um "mar de rosas", mas deve ser respeitosa e ética, pois dependemos dela para que não nos transformemos em eremitas ou para que nossas vidas não sejam um caos.
A habilidade diplomática necessária de viver em comunidade é o que nos diferencia dos animais irracionais, aceitando, embora nem sempre concordando, com a forma como as outras pessoas conduzem suas vidas. 
Aprendemos com a vida que isso é um dos motivos que nos faz ser a espécie dominante e que essa habilidade é o que resolve e que cria nossos problemas, nos tornando essencialmente dependentes uns dos outros.
Resumindo, por mais seguros e fortes que acreditamos ser, podemos ter a certeza de que a dependência de conviver com outros sempre independerá da nossa vontade e quanto ao nosso país, estamos cada vez mais dependentes da globalização para reiterarmos nossa posição no mundo e nossa independência...de Portugal, embora dependamos da língua deles, of course!