quarta-feira, 21 de maio de 2014

A CULPA É DE QUEM?

Meus amigos e minhas amigas, assim como por todo o país, Campo Limpo Paulista vem sofrendo com a greve dos trabalhadores do transporte público.
Independentemente de serem justas ou não as reivindicações da categoria, quem mais sofre com isso é a população. É o povo que paga por essa luta de classe inoportuna.
O povo paga pela ganância dos empresários que se recusam a reduzir seus lucros absurdos e melhorar os salários dos trabalhadores. O povo paga pelo oportunismo dos trabalhadores que viram na exposição do país da copa uma brecha para fazer reivindicações muitas vezes acima da razoabilidade. E o povo pagará mesmo com o final da greve com o péssimo serviço prestado pela empresa concessionária.
Mas, o grande x dessa questão é, de quem é a culpa?
A culpa é de quem firmou um acordo esdrúxulo (para não dizer suspeitíssimo) que, em troca da construção de um terminal meia-boca, deixou nossa cidade à mercê de uma única empresa de transporte público, tornou a atual concessionária a única autorizada a operar e submeteu todos nós às vontades de seus proprietários.
A consequência disso foi que os governos que se seguirem estarão de “mãos amarradas”, pois o acordo garante a perpetuação da atividade dessa empresa conchavada com os doutores por incríveis trinta anos. Ou seja, como não há possibilidade de concorrência a empresa faz o que bem entender. Péssimo serviço, valor de passagem absurdo e desvalorização de seus funcionários. Tudo isso em nome de mais e mais lucro a seus sócios e acionistas conhecidos ou não.
A atual administração vem fazendo o que pode para acabar com isso. Aplicou multas milionárias à empresa por maus serviços prestados, lutou e conseguiu baixar o valor da passagem na cidade tornando-a uma das mais baratas do estado e vem estudando formas para poder rever esse contrato surreal assinado pelas administrações anteriores.
Ainda caberá a todos nós o ônus desse acordo absurdo assinado por gente que foi expulsa da cidade pelas urnas e não deixou saudades, só deixou algumas viúvas que insistem em cacarejar asneiras como se culpa não lhe coubesse. Ah, tá!