segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CARA A TAPA, TAPA NA CARA!

Meus amigos e minhas amigas, como muitos campolimpenses, de nascimento ou de coração, sempre tive dificuldades em entender o verdadeiro "endeusamento" das autoridades políticas por nós mesmos constituídas, em nossa cidade.
Num passado não muito distante era comum ver atitudes incomuns de ex-prefeitos que, por coincidência, sempre recebiam ligações no celular quando colocavam os iluminados pés dentro do paço municipal, com a clara intenção de não "se rebaixar" a falar com a "plebe".
Algumas pessoas de almas pequenas e mentes fracas, ao receberem do povo o privilégio de nos representar, enchem-se de tanta empáfia, maquiam-se de tanta arrogância que chegam ao cúmulo de não conseguir reconhecer os rostos que lá o colocaram e passam a comportar-se como se num intocável pedestal estivessem.
Sou da opinião que político inteligente ouve o povo, por razões obvias e surpreendentemente ignoradas pela maioria dos administradores e legisladores. É do povo que emana o poder e é do povo que vêm as demandas para que os recursos públicos sejam aplicados corretamente, portanto seria natural ouvi-lo como a um oráculo. Porém, é mais confortável fingir-se surdos que encarar obrigações. 
Mas, ainda há exceções. Ainda temos o direito de manter viva a esperança e acesa a luz no fim do túnel politico da nossa cidade, pois, quando surgem pessoas que, mesmo cientes das suas responsabilidades de administradores e de lideranças, ainda conseguem manter suas raízes bem firmes no rico solo da humildade inteligente, dando a "cara a tapa" e reiterando a coragem tão rara nos dias de hoje.
No último dia 18 tive o prazer de ver o "palácio municipal", historicamente povoado pela côrte dos amigos do rei, lotada pela população sendo atendida pessoalmente pelo prefeito José Roberto de Assis e alguns secretários e diretores.
Essa atitude de políticos administradores que, normalmente só se sentem motivados a atender ao povo quando deles precisam é, felizmente e infelizmente, algo que causa surpresa, mas que também demonstra que "dar a cara a tapa" pode representar um grande "tapa na cara" de quem acredita ainda viver sob uma monarquia municipalista.